sábado, 28 de novembro de 2009

CRÔNICA

Olá, meus queridos do Português Comentado, a pedido da aluna Maria Liliana Alves Paiva, vou postar sobre redação.
Eis o pedido dela:
"Olá Professor! Por acaso o Senhor tem algum material sobre crônica narrativa, editorial, artigo e poema?
Então vamos aos assuntos.
A CRÔNICA
(Grego krónos = tempo)


O vocábulo «crônica» mudou de sentido ao longo dos séculos. A princípio, designava um "relato cronológico dos fatos", isto é, uma lista ou relação de acontecimentos, organizados conforme a seqüência linear do tempo, ou seja, uma narração de episódios históricos. Em termos práticos a crônica se limitava a registrar os eventos, sem aprofundar-lhes as causas ou dar-lhes qualquer interpretação. Dentro dessa característica a crônica atingiu seu ápice após o século XII. Porém, nessa altura a crônica já exigia uma distinção: as que narravam acontecimentos com abundância de pormenores, com a intenção de esclarecer ou interpretar os acontecimentos numa perspectiva individual, recebiam o tradicional nome de «crônica». Em contrapartida, as “crônicas breves”, isto é, as simples e impessoais notações dos acontecimentos históricos, passaram a denominar-se «cronicões».

A partir do século XIX, com o avanço da imprensa e do jornal, a crônica passa a ostentar estrita personalidade literária. Assim entendida, a crônica teria sido inaugurada pelo francês Jean Lous Geoffroym, em 1800, no jornal “Des Débats” na forma de folhetim que, entre nós, apareceu depois de 1836. Não tinha, ainda, as características que tem hoje:

“Era um texto mais longo, publicado geralmente aos domingos no rodapé da primeira página do jornal, e seu primeiro objetivo era comentar e passar em revista os principais fatos da semana, fossem eles alegres ou tristes, sérios ou banais, econômicos ou políticos, sociais ou culturais. O resultado, para dar um exemplo, é que num único folhetim podiam estar, lado a lado, notícias sobre a guerra da Criméia, uma apreciação do espetáculo lírico que acabara de estrear, críticas às especulações na Bolsa e a descrição de um baile no Cassino."
(FARIA, João Roberto no prefácio de Crônicas Escolhidas de José de Alencar)

De lá para cá, o prestígio da crônica não tem deixado de crescer, a ponto de haver os que a identificam com a própria Literatura Brasileira ou a consideram nossa exclusividade.
De assunto livre, mas geralmente voltado para os pequenos fatos do cotidiano, a crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser vinculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. De maneira, que ela é feita com uma finalidade pré-estabelecida: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem. Pelo seu caráter jornalístico a crônica é efêmera e, não raro, sobrevive ao tempo. Por isso, é que, posteriormente, são reunidas em livro. Assim, seu autor dá-lhe um status mais perpétuo, ou mais nobre.

Regra geral, a crônica é um comentário leve e breve sobre algum fato do cotidiano. Seu motivo, na maioria dos casos, é o pequeno acontecimento, isto é, a notícia que ninguém prestou atenção, o acontecimento insignificante, a cena corriqueira, trivialidades. Mas nem só de uma conversa despretensiosa a respeito do dia-a-dia vive a crônica. Com relativa freqüência, ela se aproxima do conto, devido a um tratamento literário mais apurado, principalmente no que tange a linguagem. Tanto é, que, muitas vezes, é difícil estabelecer as diferenças entre o conto e a crônica, pois, nesse caso, dela também participam personagens; o tempo e o espaço estão claramente definidos e um pequeno enredo é desenvolvido. Essa proximidade é que tem levado vários cronistas à prática mais ou menos disfarçada do conto. No entanto, esta diferenciação só é perceptível àquele com leitura contínua de contos e de crônicas. De qualquer maneira, há certa dificuldade de se estabelecer uma fronteira teórica entre ambos. Contudo, podemos enumerar algumas características da crônica que podem ser confrontadas com as do conto:
• Ligada à vida cotidiana. Depoimento pessoal, com estilo e pontos de vista individuais. Narrativa informal, familiar, intimista.
• Uso da oralidade na escrita = linguagem coloquial, às vezes sentimental, ou emotiva, ou ainda, irônica, crítica.
• Sensibilidade no contato com a realidade. Natureza ensaística. Síntese, brevidade, leveza, dose de lirismo.
• Uso do fato como meio ou pretexto para o artista exercer seu estilo e criatividade.
• Diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada.


OS VÁRIOS TIPOS DE CRÔNICA

Crônica Lírica ou Poética

Em uma linguagem poética e metafórica o autor extravasa sua alma lírica diante de episódios sentimentais, nostálgicos ou de simples beleza da vida urbana, significativos para ele. Como, por exemplo, em «Brinquedos Incendiados», de Cecília Meireles. Por vezes, esse tipo de crônica é construído em forma de versos poéticos. Contudo, tem-se observado estar, a crônica lírica ou poética, cada vez mais em desuso, provavelmente devido à violência e a degradação da vida nas grandes cidades brasileiras.

Crônica de Humor

Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos em forma de um comentário, ou de um relato curto. Como em «Sessão de Hipnotismo», de Fernando Sabino. É uma crônica muito próxima do conto. Procura basicamente o riso, com certo registro irônico dos costumes.

Crônica-Ensaio

Apesar de ser escrita em linguagem literária; ter um espírito humorístico e valer-se, inclusive, da ficção; este tipo de crônica apresenta uma visão abertamente crítica da realidade cultural e ideológica de sua época, servindo para mostrar o que autor quer ou não quer de seu país. Aproxima-se do ensaio, do qual guarda o aspecto argumentativo. Paulo Francis e Arnaldo Jabor são dois grandes representantes desse tipo de crônica. Como exemplo, cito: Reality Show, de Marcelo Coelho.

Crônica Descritiva

Ocorre quando uma crônica explora a caracterização de seres animados e inanimados, num espaço vivo, como numa pintura.

Crônica Narrativa

Tem por base uma história (às vezes, constituída só de diálogos), que pode ser narrada tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Por essas características, a crônica narrativa se aproxima do conto (por vezes até confundida com ele). É uma crônica comprometida com fatos do cotidiano, isto é, fatos banais, comuns. Não raro, a crônica narrativa explora a caracterização de seres. Quando isso acontece temos a Crônica Narrativo-Descritiva.

Crônica Dissertativa

Opinião explícita, com argumentos mais “sentimentalistas” do que “racionais” (em vez de “segundo o IBGE a mortalidade infantil aumenta no Brasil”, seria “vejo mais uma vez esses pequenos seres não alimentarem sequer o corpo”). Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural.

Crônica Reflexiva

Reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular.

Crônica Metafísica

Constitui-se de reflexos filosóficos sobre a vida humana.

Cada cronista é singular pelo estilo que apresenta. Portanto, a tentativa de classificar a crônica deve ser vista aqui como uma sugestão para você criar seu próprio texto.
A crônica teve um desenvolvimento específico no Brasil, não faltando historiadores literários que lhe atribuem um caráter exclusivamente nacional. Com efeito, a crônica como a entendemos, não é comum na imprensa de outros países. Por isso, entre nós, o prestígio da crônica não tem deixado de crescer. Machado de Assis, Olavo Bilac, Humberto Campos, Raquel de Queirós ou Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Rubens Braga, Paulo Mendes, Paulo Francis, Arnaldo Jabor, Érico Veríssimo e tantos outros, cultivaram-na ou cultivam-na com peculiar engenhosidade, criatividade e assiduidade.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Resposta à pergunta de alunos.

QUAL O ERRO DE REGÊNCIA NO EMPREGO DO PRONOME RELATIVO DA FRASE?
ESTA É UMA HISTÓRIA MUITO SIMPLES À QUAL FALA DO AMOR ENTRE UM AVÔ E UM NETO.?

Ora, caro aluno, neste caso temos um erro básico de regência. É o seguinte: Para que possamos ter preposição antes de pronome relativo, será necessário que o verbo dentro da oração adjetiva peça um complemento preposicionado.
No caso específico, sa dúvida do aluno, o pronome relativo atua como sujeito do verbo falar. Portanto, o sujeito não pode vir atencedido de preposição.

ESTA É UMA HISTÓRIA MUITO SIMPLES.
UMA HISTÓRIA MUITO SIMPLES(= a qual) FALA DO AMOR ENTRE UM AVÔ E UM NETO.

Portanto, a crase é indevida.

Estou aguardando mais perguntas através do email: professornetofontenele@ymail.com

Até mais e só alegria!!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Questões ESAF

QUESTÕES da ESAF
Olá, assíduos deste nosso querido BLOG!Sintam-se à vontade...Espero que nossas explicações sejam úteis.Vamos agora a mais análises?Quaisquer dúvidas, enviem emails.À prova!

ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – ESAF/20081. Assinale a opção em que o trecho do Valor Econômico (15/01/2008 – com adaptações) apresenta erro gramatical.
a) Várias lições foram aprendidas com o apagão de 2001 e não há dúvida de que a situação em que o País se encontra para prevenir e enfrentar a eventual repetição de cortes forçados de energia são muito melhores que as de sete anos atrás.

b) Há pelo menos dois anos o abastecimento de gás natural deixou de ser confiável, e não será pela proximidade de escassez de energia que o problema mudará de natureza.

c) A questão da necessidade de medidas de economia de energia, sejam elas quais forem ― inclusive a que deveria ser item permanente de todos os governos, todos os anos: a racionalização do uso ―, passou a ser encarada pelo governo como um desafio.

d) O modelo energético atual privilegiou a garantia de fornecimento da energia e a modicidade tarifária para novos empreendimentos. Tem pontos fortes e fracos, como todos os modelos. Ele é estatista e centralizador, sem que, por isso, esteja condenado à ineficiência.

e) Ao contrário, a previsibilidade de todo o sistema é hoje maior, embora isto tampouco seja uma garantia de que as necessidades do futuro serão atendidas por medidas adequadas no presente.

Se o planejamento for seguido à risca, a situação da oferta do gás tem condições de melhorar em 2008.

COMENTÁRIOSQuanto a erros gramaticais, temos que ter, inevitavelmente, alguns conhecimentos acerca de CONCORDÂNCIA, REGÊNCIA, CRASE e PONTUAÇÃO.

Se alguém indagasse: professor, dentre esses quatro assuntos, qual você acha que é mais comum? Responderia: CONCORDÂNCIA (verbo-nominal).

ITEM A:
Várias lições foram aprendidas com o apagão de 2001 e não há dúvida de que a situação em que o País se encontra para prevenir e enfrentar a eventual repetição de cortes forçados de energia são muito melhores que as de sete anos atrás.
Aqui temos um erro de CONCORDÂNCIA, sim senhor, e de Coesão....a situação em que o País se encontra para prevenir e enfrentar a eventual repetição de cortes forçados de energia são muito melhores...Ora, temos o verbo SER, no caso, flexionado “SÃO”.

Logo, “O QUE SÃO MELHORES...?”RESPOSTA: “SITUAÇÃO...” (núcleo do sujeito)

OUTRO ERRO:...a situação em que o País se encontra para prevenir... é muit melhor que as de sete anos atrás...A palavra destacada é um pronome que retoma que nome?

RESPOSTA: "situação"Logo, deveria estar no SINGULAR.CORREÇÃO:...a SITUAÇÃO em que o País se encontra para prevenir...

É muito MELHOR que A (pronome retomando "situação") de sete anos atrás...

2. O texto abaixo é adaptado de O Estado de S. Paulo, 12/01/2008. Assinale o trecho que apresenta erro gramatical.

a) Embora tenham registrado o expressivo crescimento de 49,2% em 2007, as vendas de máquinas agrícolas, no total de 38,3 mil unidades, ainda ficaram abaixo do recorde registrado em 2004, de cerca de 43 mil unidades.

b) A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que reúne também os fabricantes de máquinas agrícolas, acredita que, na próxima safra, a atividade no campo se manterá intensa, com aumento da área plantada e da produção de grãos.

c) Prevê que, neste ano, as vendas crescerão cerca de 15% em relação às de 2007, resultado muito bom. As novas estimativas do governo para a próxima safra justificam a previsão dos fabricantes.

d) Se ela se confirmar, as vendas do setor alcançarão, e provavelmente superaram, os níveis de 2002 e 2004, o período de melhor desempenho do setor em toda a história, e ao qual se seguiu uma abrupta queda, parcialmente revertida no ano passado.

e) Os fabricantes de máquinas agrícolas confessam-se surpreendidos com os resultados de 2007. Esperavam o crescimento das vendas, mas como disse o vice-presidente da Anfavea para a área de máquinas agrícolas, Milton Rego, “o que surpreendeu foi o vigor da recuperação”.

COMENTÁRIOSMais uma vez, na mesma prova, a ESAF cobrou atenção do candidato no que diz respeito a diversos conhecimentos gramaticais.

ITEM D

Se ela se confirmar, as vendas do setor alcançarão, e provavelmente superaram, os níveis de 2002 e 2004, o período de melhor desempenho do setor em toda a história, e ao qual se seguiu uma abrupta queda, parcialmente revertida no ano passado.

1º ERRO: CONCORDÂNCIATemos aí o verbo CONFIRMAR. Se pensarmos sempre que toda análise em português se inicia com VERBO e SUJEITO, podemos sim ter melhores desempenhos nos concursos.
Logo, houve um erro referente à CONCORDÂNCIA VERBAL, na primeira instância.
“O que vai se CONFIRMAR?”RESPOSTA: ela. Certo...mas “ela” QUEM?! Ora, esse pronome se refere à palavra VENDAS. Então a concordância correta é:Se ELAS não se CONFIRMAREM, AS VENDAS...

2º ERRO: EMPREGO DA VÍRGULA...as vendas do setor alcançarão, e provavelmente superaram, os níveis de 2002 e 2004...As vírgulas empregadas nesse segmento são injustificadas.
A primeira separa um verdadeiro processo de coordenação entre o verbo ALCANÇARÃO e “SUPERARAM”. E a segunda separa o verbo “SUPERARAM” de seu COMPLEMENTO (os níveis...).
CORREÇÃO:...as vendas do setor alcançarão e provavelmente superaram os níveis de 2002 e 2004...

3º ERRO: FLEXÃO VERBALA flexão do verbo SUPERAR está incorreta no contexto.
Se com o verbo ALCANÇAR temos a forma no FUTURO, sendo assim teremos também o SUPERAR nesse mesmo tempo.CORREÇÃO:...as vendas do setor ALCANÇARÃO e provavelmente SUPERARÃO os níveis de 2002 e 2004...

3. As opções trazem propostas de continuidade ao trecho abaixo, diferentemente redigidas. Assinale a que contém erro de regência e/ou de concordância.Como ninguém quer falar em aumento de impostos, todos se aferram à expressão mágica: reforma tributária. O tema evoca um país moderno, com distribuição mais justa dos valores arrecadados. (Krieger, Gustavo. “Agenda necessária e agenda possível”, Correio Braziliense, 7/1/2008, p. 4)

a) Bonito na retórica. Quando o assunto chega à mesa de discussões, o clima muda. O governo federal não quer dividir seu caixa. Estados e Municípios sempre querem mais dinheiro.

b) É bonito até chegar à mesa de discussões. Aí ninguém quer perder. Ao contrário: todos lutam para aumentar sua fatia do bolo.

c) Tudo vai bem até o assunto chegar à mesa de discussões. União, Estados e Municípios se digladiam para não perderem nenhuma partezinha do que arrecadam. O que querem mesmo é ganhar mais.

d) Todos concordam até se sentarem na mesa de discussões, quando se inicia os mais acalorados debates. Ninguém quer perder. Estados e Municípios buscam aumentar seu quinhão na nova divisão do dinheiro arrecadado.

e) Falar em reforma tributária é bonito. O xis da questão é botá-la no papel, quando os interesses da União, Estados e Municípios se chocam na busca de uma fatia maior do bolo para cada um.

COMENTÁRIOSNessa questão agora, o enunciado é bem evidente quanto à cobrança do conteúdo:erros relativos ou à CONCORDÂNCIA ou à REGÊNCIA.ITEM DTodos concordam até se sentarem na mesa de discussões, quando se inicia os mais acalorados debates.

1º ERRO: REGÊNCIA VERBALO verbo SENTAR exige tanto a preposição EM quanto A.
Isso, porém, resulta em diferença semântica, isto é, sentidos distintos.
A oscilação entre uma e outra preposição referente a um mesmo verbo não é exclusividade do lexema em questão.Temos, por exemplo, o verbo IR, que pode ser construído tanto com a preposição A como PARA, entretanto com mudanças de significado.

Exemplo:1. Vamos a Curitiba. (a idéia da preposição sugere “momentaneidade”).

2. Vamos para Curitiba (já aqui a idéia incide em “estabilidade”).No caso do verbo SENTAR, temos as possíveis construções com as devidas sugestões:1. Sentamos à mesa. (estar próximo, adjacente)

2. Sentamos na mesa. (estar em cima)Sendo assim, somente o contexto nos dirá que preposição é mais adequada para determinada situação.Pelo ambiente em que se encontra o verbo SENTAR, a construção mais provável seria com a preposição A, pois é possível a inferência de que, como se trata de uma sessão, as pessoas, no geral, não se sentam “em cima” da mesa de reunião.
2º ERRO: CONCORDÂNCIA VERBAL...quando se inicia os mais acalorados debates.
O verbo INICIAR tem quem como SUJEITO?

Se mudássemos a posição dos termos da frase, isto é, colocássemo-la (que palavra heim...hahaha) na ordem direta, teríamos:...quando os mais acalorados debates se INICIA (?)

Aqui há, portanto, um erro de concordância verbal, pois o sujeito do verbo INICIAR-SE é OS MAIS ACALORADOS DEBATES, cujo núcleo está no plural (DEBATES).

CORREÇÃO:...quando SE INICIAM os mais acalorados DEBATES (núcleo do sujeito).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

promoção gramática-últimos dias

Caros concurseiros, só estarei recebendo mensagens para a promoção da gramática do Pasquale até sexta-feira(13/02)

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